O que é um backup, e o que esta tela faz
Um backup é uma cópia guardada em outro lugar. Se a máquina pegar fogo,
for roubada ou alguém apagar um arquivo por engano, é dessa cópia que as coisas
voltam. Guardar a cópia no mesmo equipamento não é backup — é cópia: o
acidente leva os dois juntos. Por isso esta tela avisa quando encontra isso.
Esta tela não pergunta «o backup rodou?». Ela pergunta «o que ficou de
fora?». É uma diferença que importa: um backup agendado que funciona há
meses pode nunca ter incluído a máquina que entrou depois — e tudo parece
verde até o dia em que se precisa dela.
Nada aqui vem de cadastro. Cada vez que a tela abre, o painel pergunta
às máquinas de verdade. Se alguém desligou um trabalho ontem pelo Proxmox,
aparece aqui hoje.
As palavras que aparecem
- VM — uma máquina virtual: um computador inteiro que roda dentro de
outro. Cada VM tem um número (o «VMID») e um nome.
- Hipervisor — o computador de verdade que hospeda as VMs. Aqui são o
Inspur, os dois Dell R370 e os dois HP.
- Trabalho (job) — a programação que diz «faça backup destas máquinas,
neste dia e hora, para este lugar».
- Destino — onde a cópia é guardada. O bom é um servidor separado
(aqui, um «PBS»). O ruim é o próprio equipamento.
- Snapshot — uma cópia de um momento. «Restaurar o snapshot de terça»
é voltar a como estava na terça.
- Datastore — o depósito dentro do servidor de backup, onde os
snapshots ficam.
- Namespace — uma gaveta dentro do depósito. Existe porque duas
máquinas diferentes podem ter o mesmo número: a VM 100 de um servidor e a
VM 100 de outro. Sem gavetas separadas, uma escreveria por cima da outra.
- Fita (LTO) — cartucho magnético. Guarda muito, custa pouco, dura
décadas e pode sair do prédio. É lenta: serve para arquivo, não para o dia
a dia.
- Pool de mídia — o conjunto de fitas que o sistema usa, com a regra
de quando começar um conjunto novo e se pode reaproveitar fita.
- Coleta de lixo — faxina no depósito. Apaga só pedaços que nenhum
backup usa mais. Não apaga backup.
As faixas coloridas, de cima
Vermelha — precisa de atenção. Ou uma
máquina não entra em trabalho nenhum (não existe cópia dela), ou um trabalho
aponta para um destino que não existe mais (ele falha toda semana, e o e-mail
de falha vira paisagem).
Amarela — vale olhar. Um trabalho
desligado (continua listado, com horário e tudo, e parece que está cobrindo),
ou um trabalho que grava no próprio equipamento.
Verde — nenhuma máquina ficou fora.
Máquina desligada continua contando como falta, de propósito: uma
máquina parada e sem cópia é exatamente o que alguém pode precisar recuperar
um dia. Já os templates (o molde de onde as VMs novas nascem) não contam
— aparecem à parte, porque não precisam de backup.
Os botões, e o que cada um NÃO faz
- Ligar / Desligar o trabalho — liga ou para a programação.
Desligar não apaga nada do que já foi guardado.
- Rodar agora — faz uma cópia desta máquina neste instante, para o
destino escolhido. Não cria agendamento — é uma vez só. A máquina
continua ligada e funcionando durante a cópia.
- Gravar em fita agora — adianta a gravação do que já está no depósito.
Ocupa um gravador por horas.
- Rodar coleta de lixo — libera espaço apagando pedaços que nenhum
backup usa. Não remove backup.
- Salvar estas pastas agora — guarda as pastas que você listou.
Acrescenta uma cópia nova; não apaga nem sobrescreve o que já existe.
- Ver o que há aqui dentro — abre um backup e mostra os arquivos.
Só lê: não liga a VM, não altera a máquina e não restaura nada.
- ⚙ Ajustar — abre a ficha do trabalho para mudar periodicidade,
destino, modo e quais máquinas ele cobre. Abrir não muda
nada. Não apaga nem move nenhuma cópia já feita: muda só o
agendamento daqui para a frente.
Aposentar uma máquina virtual
Arquivar tira a máquina do painel; não tira do disco. Uma VM parada
continua com os discos dela alocados no hipervisor — e é isso que acaba com
o espaço. Aposentar é o caminho que devolve o espaço: tira do ferro,
guardando antes.
É a única ação do painel que faz uma máquina deixar de existir, então
não é um botão — é um caminho com portas, e cada uma só abre com a anterior
fechada:
- Estar desligada. Não se aposenta quem está trabalhando, e o painel
não desliga a VM para poder aposentá-la: quem desliga é quem usa.
- Ter cópia guardada e conferida. O painel pergunta ao destino de
backup quantas cópias daquela VM existem — não acredita na tela nem no
«acho que tem». Se não houver, ele oferece fazer a cópia de despedida
ali mesmo.
- Confirmação escrita. Digitar o nome da VM. Não é burocracia: é o
intervalo entre querer e fazer, que é onde o engano aparece.
- Remover do hipervisor. Aí sim, e o espaço volta na hora.
Depois disso, o que resta da máquina é a cópia no backup — que continua
no datastore e vai para a fita pelo plano semanal, custando disco barato em vez
de disco de produção. A remoção não tem volta, e por isso exige a função
«Aposentar máquina virtual», que é própria e irreversível. Tudo o que acontece
fica na auditoria e no dossiê do hipervisor: o que foi removido, quantas cópias
existiam, e quanto espaço voltou.
Ajustar um trabalho — periodicidade, destino, modo
É o único botão desta tela que altera alguma coisa em vez de acrescentar
(ligar e desligar mudam só o liga-desliga). Por isso ele tem duas etapas:
«Ver o que muda» mostra o de-para campo a campo, sem tocar em nada, e só
«Aplicar no hipervisor» grava. Quem aplicou e o que mudou ficam na
auditoria e no dossiê da máquina.
- Periodicidade —
01:30 é todo dia a essa hora;
sat 22:00 é só no sábado; mon..fri 03:00 é nos dias
úteis; 06:00,18:00 é duas vezes por dia. O painel confere o que
você escreveu e recusa o que não souber conferir, em vez de mandar
para o hipervisor e o erro aparecer às 3 da manhã.
- Destino — é uma lista, e não um campo livre: só aparecem os destinos
que existem naquele hipervisor. É a correção direta do aviso «destino
não existe» — um trabalho apontando para um depósito que sumiu falha toda
semana e parece estar cobrindo.
- Modo —
snapshot não para a máquina (é o normal);
suspend pausa durante a cópia; stop desliga e liga
de volta.
- Máquinas — os VMIDs cobertos, separados por vírgula. Escolher máquinas
faz o trabalho deixar de ser «todas as VMs», e a tela mostra isso com
todas as letras antes de aplicar. Deixe em branco para não mexer. Para parar
de salvar, o caminho é desligar o trabalho — assim o que já foi
guardado continua lá.
Um trabalho de fita (no PBS) ainda não se ajusta por aqui: o que esta ficha
mexe é no agendamento do hipervisor.
Todo botão desta tela acrescenta. Nenhum deles apaga backup nem escreve
por cima de uma máquina em funcionamento. Isso é uma escolha, não um acaso.
O que esta tela de propósito NÃO faz
Restaurar uma máquina inteira por cima da que está rodando. Um restore
trocado é pior que não ter backup: ele destrói o que estava lá com a aparência
de estar consertando. E é fácil trocar, porque a mesma VM 100 existe em mais de
um servidor. Quando isso existir aqui, virá com permissão própria, escolha
explícita de para onde vai, e confirmação escrita.
Podar (apagar snapshots antigos). É a única forma de perder backup por
engano de clique.
Enquanto isso, as duas coisas continuam possíveis pela tela do Proxmox, por
quem souber o que está fazendo.
Salvar pastas, e achar um arquivo depois
Há dois tipos de cópia, e servem a coisas diferentes:
- Backup de VM — o computador inteiro. Serve para voltar tudo.
- Backup de pastas — só o que você escolher (por exemplo
/etc
e /var/www). Serve para o que muda muito e importa muito.
Para salvar pastas, preencha o servidor, o endereço do depósito e liste as
pastas — uma por linha, sempre começando com barra (/etc, e
não etc). O painel confere cada caminho antes de fazer qualquer
coisa, e recusa com explicação se algo estiver errado.
Para achar um arquivo, informe o backup (snapshot) e a pasta, e clique em
«Ver o que há aqui dentro». Clicando numa pasta, você entra nela. É como abrir
uma foto antiga do disco — a máquina de hoje não é tocada.
Cuidados que valem a pena
- Backup que ninguém testou não é backup. Abrir um backup e olhar
dentro (o botão «Ver o que há aqui dentro») é a forma barata de confirmar
que ele existe de verdade.
- Espaço acaba. Se o depósito encher, os backups param — e param em
silêncio. Vale olhar a porcentagem de uso de vez em quando.
- Rodar agora numa máquina grande demora e consome rede. Fora do
horário é melhor.
- Fita é lenta e exclusiva. Gravar ocupa um gravador por horas.
- Senha nenhuma aparece na tela nem fica no comando. Elas vêm do Cofre
e viajam por um canal separado. Por isso a tela pede o nome do
segredo, e não a senha.